O imaginário que nos cerca

Postado por Juliete Souza on

É engraçado como a vida está presente em cada partícula desse planeta. Está em cada átomo que circula em torno dos seres desta terra. A cada substância denominada química pela tal da tabela periódica e em cada ir e vir do turbilhão de oxigênio denominado vendaval.
É engraçado como as paisagens mais perfeitas não chegam nem perto da beleza original de uma tarde chuvosa com direito a cinema entre amigos e pipoca para acompanhar.
É engraçado como a frase “somos todos irmãos” não se encaixa nem um pouquinho com aquele que perdeu seu lugar no mundo que se chama “calçada da fama” e está em uma outra lista desconhecida dos famosos mais bombados da Disney, que se chama exílio.
É engraçado como a cada dia é criada uma nova religião, mas é mais engraçado ainda que em cada uma o ser MAIOR, o todo poderoso a quem sempre recorremos é o mesmo.
É engraçado como o perfume que exala da vegetação depois de uma chuva torrencial não se iguala a nenhum outro criado por um artista famoso.
É engraçado como a terapia mais eficiente do mundo é totalmente gratuita, que executada uma vez ao dia, pode confiar, traz grandes resultados positivos, e para alguns é atestado de loucura: o grito.
É engraçado como despertador nenhum traz calma para a pessoa levantar e seguir seu percurso na mais plena confiança. O único som capaz de trazer harmonia é o som da natureza.
É engraçado existirem diversos paises, diversos idiomas, diversas culturas e o mundo todo se encontrar interligado por um gesto de afeto: o abraço.
É engraçado alguém decidir por ditar regras e obrigar a todos por segui-las sendo que o livro mais antigo que realmente ensina é deixado de lado.
É engraçado como o vai-e-vem nos shoppings é tão grande, o fluxo de dinheiro é tanto, que sentar em uma praça e fotografar o céu é totalmente sem noção, porque é gratuito.
É engraçado como tirar da terra a própria vida e sorrir em troca de outro sorriso é ultrapassado.
É engraçado como viver sem limites e aproveitar cada segundo sem pensar no amanhã, acordar e perseguir um imaginário pote de ouro depois de um lindo arco-íris, dançar na chuva, andar abaixo do sol, transparecer alegria e ser totalmente vivo, é careta.
Por isso, prefira ser totalmente retrô a ter o desprazer de viver acompanhado pela infelicidade.

Lições e blá blá blá

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Como pode o nosso próprio coração estar sempre aprontando umas roubadas pra nós? Eu queria mesmo entender porque ele sempre teima em gostar de quem não gosta de mim. Basta uma olhadinha, um sorrisinho, uma meia frase e PRONTO já está caindo de amor de novo. Um dia é pelo loirinho da rua de trás, no outro dia é pelo moreno da faculdade, no outro já é pelo amigo do amigo da prima da amiga que é lindo de morrer... pra que tudo isso, hein? Seria melhor se pudéssemos viver sem o coração, o tal do cupido podia morrer tentando me achar que não iria conseguir me atingir. E eu pergunto, pra quê ser atingida pelo cupido? Para o coração cair novamente pela pessoa errada? Pra nós chorarmos, sofrermos, fazermos drama, comer chocolates entre outros doces, feito uma condenada à morte? Buscarmos um ombro amigo, alguém para nos fazer companhia nos dias de solidão? Ficar a imaginar histórias em que sempre tudo dá certo e o casal realmente está apaixonado e se reencontra no final? Exatamente. Não seriamos felizes se nada disso não existisse, se nada disso não viesse a acontecer. O coração sempre vai se refazer, sempre estará pronto novamente para um novo amor, apesar das tristezas que passamos. Cedo ou tarde tudo passará. Amigo que é amigo sempre vai estar junto, não importa em qual ocasião. E ah, fala sério, todo mundo tem uma história a ser escrita, e não importa se alguém diga que ela vai terminar em tragédia, só quem pode escrevê-la é você. A história é sua, assim como a sua vida. Quer saber mais? O amor transforma as pessoas, modifica as vidas, acrescenta sentimentos e ensina lições. Então porque fugir do cupido e arrancar o coração? Amar é a melhor forma de viver a vida intensamente.

Renascer

Postado por Juliete Souza on
Ano novo, vida nova, coisas novas, emprego novo, namorado novo, tudo novo de novo, é o que se espera no inicio de cada ano.
Apagar os acontecimentos ruins do passado, arquivar os momentos bons e produtivos, colar as imagens agradáveis no seu próprio álbum guardado no coração.
Se no ano anterior os momentos foram divertidos, nesse ano será em dobro;
Se no ano anterior as risadas estiveram à solta, nesse ano novo estará ainda mais;
Se no ano anterior os sentimentos foram intensos, nesse ano novo tudo será melhor. Acredite.
Prefiro sempre agir como uma fênix, a cada início de ano, esqueço tudo e renasço das cinzas.
E viva 2010.

Não posso lhe dizer adeus

Postado por Juliete Souza on , ,



Ela olhava para ele incrédula, sem saber o que falar. As palavras a haviam abandonado fazia algum tempo, e ela não se importava mais com isso. Ele tinha apenas alguns minutos mais naquele lugar, depois, ele teria de partir.
- Querida, não me odeie por isso, eu apenas tenho de dizer adeus. – ele dizia isso com dor em suas palavras.
- Eu não quero estar longe de você, é cruel demais para mim... para nós dois. Você não pode me deixar. – ela não aceitava a idéia do destino de separá-los assim, de repente.
- Eu não vou deixar você, apenas chegou a minha hora de partir, mas não de dizer adeus. Eu ainda não posso lhe dizer adeus. – ele pronunciava suas palavras uma a uma, chegando aos seus últimos suspiros.
- Eu. Nunca. Vou. Esquecer. Você. Está me ouvindo? Me diz que sim, por favor. – dizia ela em prantos.
- Eu estarei aqui, sempre. Não se meta em confusão, tente continuar com sua vida, eu estarei lhe esperando logo ali à frente. – seus últimos segundos e partiu.
A dor foi intensa, Marina não sabia mais o que falar, não tinha mais o que fazer, sentiu como se sua vida tivesse terminado ali, junto da vida de seu amor. Amigos e familiares tentaram de todas as formas fazê-la sorrir, mas para ela, a despedida era sempre a mesma coisa, sempre triste, ainda mais aquela, a despedida para sempre de seu grande amor.
Os dias iam se passando assim como as folhas das árvores iam caindo, o calendário já estava jogado em um canto do cômodo, assim como a vida da garota. Marina tinha 20 anos quando tudo aconteceu, seu namorado 24, ele faleceu de uma doença desconhecida, havia meses que estava doente, mas nada o salvou, apenas o amor prolongou a vida dele e o fez continuar por mais alguns dias ali, na companhia da garota.
Por todos os anos seguintes Marina visitava o cemitério com uma foto. Uma foto diferente, mostrando a ele que sua vida continuara assim como ela lhe prometera e dizia sempre a mesma frase: “eu ainda não posso lhe dizer adeus”. Permanecia naquele local por mais alguns minutos, como não obtinha resposta alguma, dava as costas e ia embora. Sempre a mesma situação. Sempre a mesma frase. Sempre as mesmas lágrimas derramadas no mesmo intervalo de tempo. Os anos se passaram depressa para a sorte dela. Em um dia ela dormiu sabendo ter 20 anos e no outro acordou percebendo ter 26 anos. As despedidas para ela sempre significaram a mesma dor, a mesma saudade, acompanhada das lágrimas e de todo aquele sentimento que inflava seu peito, o qual ela nem ousava mais chamar de amor.
Por todos aqueles 6 anos que se passaram, ela recebia uma flor no dia dos namorados. Não sabia quem era o remetente, não lhe interessava saber quem era o tal desconhecido que gostava de zombar dela em um dia como aquele. Apenas deixava passar, assim como toda a sua vida. No dia 26 de outubro de 2009, ela deitou-se em sua cama, dormiu em menos de dois minutos e sonhou. Marina teve um sonho lindo, ela estava em um campo, com vestido branco, flores no cabelo, um perfume esplêndido no ar que exalava das árvores ao redor. Estava tudo perfeito, ou melhor, quase tudo, faltava uma única pessoa. Foi quando sentiu seus olhos serem fechados por duas mãos que não lhe eram desconhecidas. Marina virou de costas e deparou com um homem lindo, cabelos castanho claro, olhos verdes, alto, sorriso brilhante lhe dizendo olá. Foi um susto sem tamanho. Ela então percebeu que era Diego, seu grande amor, falecido há seis anos, que estava ali em sua frente lhe devolvendo aquela tão conhecida frase: “Eu ainda não posso lhe dizer adeus”. Ela então perguntou: “Minha vida acabou?” Ele lhe disse: “Sim, sua vida lá fora terminou, porque agora, estamos juntos e levaremos isso à eternidade”. Depois dessa frase revelada, para o espanto e felicidade de Marina, fotos caíram do céu, todas as fotos daqueles seis anos passados, fotos de seu crescimento como pessoa, como humana. “Eu tentei lhe dar uma resposta durante esses seis anos, lhe enviando flores no dia dos namorados, a sua flor preferida, rosa de cor vermelha, porque você sempre esperava pela minha resposta” – Diego disse isso e logo em seguida, em um segundo de espera, o chão ficou todo florido. Marina o abraçou e reformulou a frase: “Eu nunca poderia lhe dizer adeus”. E eles viveram felizes e juntos por toda a eternidade.

O vírus chamado amor

Postado por Juliete Souza on
Fotografia: Juliete Rosy



Tenho pensado muito em mim ultimamente. Acredito estar louca. É o que todos me dizem. Ouço coisas, vejo pessoas em toda parte, ou melhor, ouço apenas uma voz e vejo apenas uma pessoa em toda parte. Não sei mais o que fazer. Estou perdida... perdidamente apaixonada, é o minhas amigas dizem.
Antes esse sentimento - se é assim que se pode chamar - era totalmente desconhecido, mas foi com frequencia conquistando a todos e invadindo os corações; hoje estamos quase todos condenados à morte por uma doença chamada amor.
Não me pergunte como foi que esse vírus me “fisgou”, porque eu não sei. Não sei dizer nem o dia, nem a hora, nem o local, mas hoje estou aqui, surtando e falando sozinha, esperando que talvez o vento leve as minhas palavras, os meus pedidos até ele. Seria um milagre. Não sei quantos dias ainda me restam, talvez o médico talvez saiba, mas preferiu não me dizer para não me assustar ainda mais – acredito estar nas últimas. Não existe um remédio que possa ser comprado nas farmácias, ou mercados, locais especializados em cura, benzedeira, macumba, nada disso, dizem que a cura do amor é o encontro das duas almas gêmeas.
Não sei se você também está assim como eu – doente. Não sei se você espera me encontrar – espero que sim. Não sei se você pensa em mim – rezo para que pense em mim. Não sei nada mais, apenas que tenho a doença chamada amor.
Especialistas do mundo todo estão em busca de algo que possa “amenizar” a doença, fazê-la regredir, se esconder por algumas semanas mais que o esperado, mas está difícil. O amor não se esconde, não se ameniza, não regride, apenas progride, se mostra a todos, se expande e se alastra no ciclo social do doente. Ele cresce a partir da força adquirida, da esperança recebida e do carinho doado. Não há cura através das flores, não há cura através do isolamento, não há cura através de parte alguma da medicina, a doença é terminante, terminantemente contagiosa, terminantemente alegre, terminantemente sensível e terminantemente incansável.
Quem sabe daqui a alguns dez anos a doença já tenha uma cura, acreditamos que seja improvável, mas vai saber como são esses médicos não é?! Mas enquanto isso, milhares de pessoas estão morrendo hoje. Estão morrendo sem encontrar sua outra metade, sem dizer a única frase que pode ser dita pelos doentes: “EU TE AMO MUITO”.

Entre razões e emoções

Postado por Juliete Souza on

A emoção vem à tona quando ocorre uma briga;

A razão pondera e diz que o momento é para refletir.

A emoção se descontrola quando ele não telefona;

A razão a conforta e diz que ele ainda pode ligar.

A emoção se pega pensando na injustiça que presenciou a uma hora atrás;

A razão a envolve em um abraço e diz que o mundo ainda pode mudar, basta um plano.

A emoção fica com medo da guerra do outro lado do mundo;

A razão diz que a culpa não deve ser direcionada a alguém, o momento é de recontruir.

A emoção chora pela morte do familiar;

A razão garante que foi melhor assim, a morte para alguns é melhor do que sofrer.

A emoção diz que vai se atirar da ponte se não encontrar sua "metade da laranja";

A razão sorri e diz que o melhor nao é procurar e sim ser encontrada.

A emoçao fica triste e pensa no fim;

A razão a consola e afirma que tem que se viver um dia de cada vez.

A emoção se perde ao assistir um filme de amor;

A razão a faz voltar e diz que aquilo é só um filme, que o importante é a história construída na vida real.

A emoção garante não conseguir viver sozinha;

A razão diz que apesar de opostas, elas são as mesmas, uma nunca está sem a outra.

A emoção diz que sempre estraga tudo pela falta de coragem;

A razão sorri e diz que coragem é característica dela e que a emoção pertence ao amor.